Meu processo terá perícia psicológica: por que procurar uma Assistente Técnica antes da avaliação?

Meu processo terá perícia psicológica: por que procurar uma Assistente Técnica antes da avaliação?

Muitas pessoas procuram uma Psicóloga Assistente Técnica somente depois que a perícia psicológica foi realizada e o laudo apresentado. Entretanto, a Assistência Técnica pode começar antes. Quando já existe...

Muitas pessoas procuram uma Psicóloga Assistente Técnica somente depois que a perícia psicológica foi realizada e o laudo apresentado.

Entretanto, a Assistência Técnica pode começar antes.

Quando já existe determinação para realização de perícia ou estudo psicológico, esse período anterior à avaliação pode ser particularmente importante para compreender quais questões psicológicas precisam ser investigadas naquele processo.

Não se trata de preparar alguém para “responder corretamente” à perícia.

O trabalho é outro: preparar tecnicamente as questões que precisam ser investigadas.

O que acontece antes da perícia?

Antes do início da avaliação, a Psicóloga Assistente Técnica pode estudar os autos e compreender a história processual e familiar.

Esse estudo permite identificar aspectos que podem ter relevância psicológica e que precisam ser adequadamente considerados durante a avaliação.

Em uma disputa de guarda, por exemplo, pode ser necessário compreender a história dos cuidados parentais antes e depois da separação.

Em uma situação envolvendo recusa de convivência, pode ser importante investigar quando essa resistência começou, como se desenvolveu e quais acontecimentos antecederam sua manifestação.

Quando existem alegações de violência, é necessário avaliar se os fatos descritos podem representar episódios isolados de conflito ou se integram uma dinâmica relacional mais ampla.

Essas diferenças modificam as perguntas que precisam ser feitas.

A importância dos quesitos psicológicos

Os quesitos são perguntas técnicas encaminhadas à profissional responsável pela perícia.

Quando bem elaborados, ajudam a chamar atenção para questões relevantes do caso.

Um quesito não deveria servir para induzir determinada conclusão.

Sua função é permitir que aspectos importantes sejam efetivamente investigados.

Por exemplo, diante da recusa de uma criança à convivência, em vez de partir da premissa de que existe interferência de um dos responsáveis, pode ser tecnicamente mais adequado perguntar quais hipóteses foram consideradas para explicar a recusa e quais elementos sustentam ou afastam cada uma delas.

A diferença parece pequena, mas modifica profundamente a investigação.

“Como devo me comportar na perícia?”

Essa é uma preocupação frequente.

A Assistência Técnica não deve treinar respostas, construir versões ou orientar uma pessoa a apresentar determinado comportamento para produzir uma impressão favorável.

Uma avaliação psicológica precisa preservar sua autenticidade.

O trabalho técnico anterior à perícia é direcionado ao processo, e não à fabricação de uma performance da pessoa avaliada.

A Psicóloga Assistente Técnica estuda documentos, identifica questões psicológicas, dialoga tecnicamente com a equipe jurídica e formula quesitos.

Isso protege inclusive a qualidade da própria avaliação.

Por que esperar o laudo pode significar perder uma etapa importante?

Depois que a avaliação terminou, determinadas questões que poderiam ter sido investigadas talvez já não tenham recebido a mesma atenção.

É possível discutir posteriormente as limitações do trabalho realizado, mas o acompanhamento anterior permite participar tecnicamente da construção das perguntas.

Essa é uma diferença importante entre Assistência Técnica e simplesmente contratar uma profissional para analisar um laudo depois de pronto.

Quando a atuação começa antes, é possível acompanhar diferentes momentos da produção da prova psicológica.

A Psicóloga Assistente Técnica trabalha junto com a equipe jurídica?

Os campos de atuação são diferentes e complementares.

A advogada ou o advogado conhece a estratégia jurídica, os pedidos formulados e os acontecimentos relevantes do processo.

A Psicóloga Assistente Técnica examina quais fenômenos psicológicos estão envolvidos e como podem ser tecnicamente investigados.

Essa interlocução pode ajudar a transformar uma preocupação jurídica em uma pergunta psicologicamente adequada.

Nem tudo que é importante juridicamente pode ser respondido pela Psicologia.

E nem toda pergunta formulada em linguagem jurídica é adequada a uma avaliação psicológica.

O diálogo interdisciplinar ajuda justamente a delimitar essas fronteiras.

A Assistência Técnica começa pelas perguntas, não pelas respostas

Uma atuação tecnicamente responsável não começa definindo antecipadamente qual deverá ser o resultado da perícia.

Começa identificando o que ainda precisa ser compreendido.

  • Quais hipóteses precisam ser investigadas?
  • Quais informações precisam ser confrontadas?
  • Quais aspectos da história familiar podem modificar a interpretação dos comportamentos atuais?
  • Existem fatores de risco que precisam ser avaliados?
  • Existem informações importantes nos autos que não deveriam ser desconsideradas?

Em processos familiares complexos, formular adequadamente essas perguntas pode fazer diferença na qualidade da avaliação que será produzida.

Seu processo terá perícia psicológica ou estudo psicossocial?

A Assistência Técnica pode começar antes da avaliação, por meio do estudo dos autos, identificação das questões psicológicas relevantes e elaboração de quesitos tecnicamente fundamentados.

Conheça meu trabalho com Assistência Técnica em Psicologia.